Psicologia & Acupuntura

Marisa Dutra Martins
 
 
 

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Marisa Dutra Martins
Psicóloga e Especialista em Acupuntura

Saúde: um "bem" possível!


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Quando a questão é parar de fumar!
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A Psicologia e a Medicina Chinesa têm uma correspondência fantástica. São ciências distintas, mas ao mesmo tempo muito afins.
Ambas compreendem o indivíduo na sua totalidade. A MTC vai um pouco além porque engloba todo o contexto do indivíduo e a sua conexão com a natureza.
É complexa e interativa, ou seja, tudo tem o seu grau de importância, os alimentos, as disposições climáticas, os hábitos, a interação mente e corpo, além das características de cada um enfim, é bem abrangente.
Continuando neste raciocínio, fazendo uma análise das afinidades da psicologia e os procedimentos da Medicina Chinesa como a acupuntura e aurículo-acupuntura, compreender os efeitos psicossomáticos, suas relações e interações, constituem o eixo da investigação clínica, portanto, a abordagem é bem dinâmica e muito própria também.
Falando especificamente da questão do tabagismo, a questão emocional e comportamental são referenciais fundamentais na condução do tratamento.
É importante conhecer como a pessoa funciona, como lida com as suas frustrações, expectativas, exigências pessoais, como ela interage com o seu meio, qual a compreensão que ela tem de si mesmo, quais as suas demandas íntimas...
Estamos falando de uma dependência otimizada e por isso, situada num contexto.
O ser humano tende a mascarar as coisas, muitas vezes o que é dito não é sentido verdadeiramente, ou seja, escutar o que ele não diz entender o que ele não revela é um desafio norteador.
As premissas para um tratamento bem sucedido são:

QUERER
DECIDIR E MANTER


Isso envolve uma vontade forte e sistematizada, determinação e muita disciplina.
Assim o suporte psicológico e os procedimentos da acupuntura sistêmica e auricular (aplicação de pontos no corpo e na orelha), podem ser muito eficientes neste tratamento.
Outras condutas devem ser adotadas como a prática de exercícios aeróbicos, aumentar a ingestão de água, evitar alimentos que estimulam a vontade de fumar, o uso de florais que trabalham também o equilíbrio das emoções, e até mesmo uma orientação alimentar sistematizada.
As premissas da Medicina Tradicional Chinesa se apropriam da observação criteriosa, focada na atenção para os sentimentos, emoções e atitudes como informações de grande valia para se chegar a um diagnóstico e orientar o tratamento.
Assim quando falamos em vontade forte como princípio do tratamento, estamos falando de um fluxo de energia abundante no sistema RIM. Nesse ponto de vista os Rins controlam a vontade e, portanto correspondem com toda a vitalidade, toda força motriz do organismo. Desânimo falta de vontade e acomodação, estão dizendo de enfraquecimento da energia dos Rins, é preciso tonificá-la para que o corpo responda de forma positiva.
Rins saudáveis implicam em coragem e determinação, sem isso, é o medo que predomina comprometendo as iniciativas e as atitudes positivas.
Por outro lado queixas de ansiedade, insônia, compulsão são comuns nestes casos. Estamos falando da exacerbação do fluxo energético do CORAÇÃO que juntamente com o FÍGADO são os órgãos mais emocionais.
O Coração é a morada do Shen, um componente energético que o chinês chama de CONSCIÊNCIAMENTE- ESPÍRITO, um complexo mental abrangente que tem uma correspondência direta com o fluxo sanguíneo. O Coração governa o sangue, por isso, qualquer alteração da energia vai provocar desordem, e desencadear transtornos de ordem mental.
Pessoas em equilíbrio energético do sistema CORAÇÃO são muito sociáveis, amáveis e, estabelecem contato facilmente.
Ampliando a nossa linha de pensamento, considerando a correspondência com os elementos da natureza:

RIM=Água
(Via das águas, controla sentimentos opostos: vontade e medo).

CORAÇÃO=Fogo
(induz sentimentos de alegria que podem evoluir para a euforia, impulsividade).

A água controla o Fogo, a vontade é a medida, o limite da euforia (impulsividade). O equilíbrio é fundamental. Uma vontade transbordante (água em excesso) faz com que a pessoa seja voluntariosa, ambiciosa do tipo sem limite, capaz de passar por cima de tudo e de todos pra conseguir os seus objetivos. Fogo em ascensão espalha pra todos os lados e faz com que as pessoas tenham atitudes impulsivas e pouco consistentes. A água domina o fogo, num outro sentido o medo cessa a euforia, coloca o limite entre o querer e do poder.

Continuando, o FÍGADO que também é um órgão que armazena e regula o sangue, também é muito emocional. Se estamos falando de escolha, planejamento, estratégia e decisão estamos dizendo de um FÍGADO saudável, qualquer exacerbação ou inibição destes comportamentos configuram uma desarmonia energética do FIGADO.

A irritabilidade, a intolerância, são emoções que sinalizam um desequilíbrio desta energia. Em harmonia com o FIGADO, a intuição, a criatividade, a imaginação fértil tornam-se mais evidentes.

Voltando no QUERER, DECIDIR E MANTER, tudo é possível quando se aprende a cultivar o amor próprio e respeitar o fluir da vida. Quando se está disposto a comungar com a natureza, a coragem para lidar com as adversidades surge como uma força íntima insuperável capaz de motivar a busca pela leveza, pelo bem estar.

Quando uma ave se liberta
Inova a sua vontade
Dá asas ao seu destino
Eleva-se!


(Marisa Martins)

 
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Saúde: um "bem" possível!
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  Podemos avaliar a nossa saúde através da nossa felicidade.  Porém, a condição do estado de felicidade não imprime na consciência a atmosfera interna de harmonia e esperança, que resume a paz e o amor que flui de, e para o universo de cada ser, e ilumina cada célula, cada órgão, cada movimento. Não temos instrumentos para medir a delicadeza que permeia toda a cadeia de nossas respostas internas. Quando felizes, sentimos um estado de leveza, de vontade e de renovação. Nosso corpo flui, a mente pacifica, tudo encontra caminho e lugar.

O bem estar é dinâmico e interativo, uma resposta às ligações com os meios interno/externo, dentro e fora, um resultado das expressões do organismo que é permeável a tudo que o afeta.

Ser feliz é uma condição íntima, um exercício diário de entendimento orientado para a busca de uma sintonia silenciosa e, ao mesmo tempo interativa com a nossa essência, com o que é intrínseco e individual. Esse é o caminho das revelações, um manancial que vai se abrindo na medida em que vamos refinando a nossa percepção, apurando o joio do trigo, distinguindo o que é importante e necessário do que é urgente.  Urgências são demandas cotidianas, não podem se sobrepor ao que verdadeiramente nos importa.

É através da calma, de pensamentos e ações tranqüilas que nos tornaremos mais eficientes em tudo aquilo que empreendermos. Vivenciar a paz é imaginar que nossas mentes são como lagos sempre calmos, coexistindo com as ondulações que possam atingir a sua superfície. Assim, os problemas e inquietações do mundo não nos roubam a serenidade e a possibilidade de alcançar a paz que transcende a compreensão. 
“A nenhum de nós é dado mais do que pode realizar e a nenhum de nós é pedido mais do que está dentro do nosso poder!” (BACH, Edward, 1991).                    
Passamos muito tempo culpando os microorganismos, o tempo, o alimento que comemos como as causas da doença. Mas muitos de nós somos imunes a essa causalidade toda. Sendo assim, nada do que vem de fora pode nos abalar quando vivemos em harmonia com o nosso eu verdadeiro. A natureza comunga com a nossa alegria. Quando permitimos que a dúvida, a melancolia, a indecisão ou o medo imperem dentro em nós, nos tornamos vulneráveis às turbulências externas.

Através do desenvolvimento destas virtudes podemos aprender a lidar com as adversidades e restabelecer o equilíbrio, acreditando na predominância do bem sobre o mal, do amor sobre o ódio, da luz sobre a escuridão.

O adoecer é um sinal de que o processamento dos impulsos e emoções não está adequado; esta compreensão pode significar o início do caminho da “cura”.

Qualquer ação terapêutica dirigida unicamente ao corpo poderá reparar apenas superficialmente o dano, mas a causa estará resistindo, operando e causando a recorrência do mal. A recuperação aparente é extremamente prejudicial, pois, oculta do paciente a verdadeira causa de seu problema e, o fator real camuflado pode ganhar força e se manifestar de forma ainda mais potente.

Compreender a nossa essência espiritual e aceitar esse preceito de ação proporciona o alívio das aflições e sofrimentos, libertando-nos para prosseguirmos em nossa evolução.

As doenças são desvios, ações contrárias às leis e ao curso da natureza.

O sintoma é um enunciado revelador que proporciona compreender os deslizes da interação orgânica. Certamente essa percepção pode nos parecer complexa porque não compreendemos ainda essa unidade. Entretanto, os erros da comunicação exterior/interior produzem efeitos no organismo que se comporta de maneira reflexiva. Sendo assim tudo tem sentido e correspondência.

O orgulho, que é arrogância e rigidez da mente, produzirá rigidez no corpo; as penalidades para o ódio são a solidão, a agressividade, as perturbações mentais; as doenças da introspecção (neuroses) roubam a alegria das pessoas e são causadas pelos excessos do amor próprio; a ignorância trás dificuldades para a vida diária e se houver persistência na recusa de enxergar a verdade, a visão e a audição poderão ser prejudicadas; a instabilidade mental afeta os movimentos e a coordenação motora; o resultado da ambição e esforço pela dominação dos outros pode promover doenças que tornarão o seu portador uma vítima do seu próprio corpo; o coração, fonte de vida e de amor, pode ser atacado quando as potencialidades de viver o afeto não estão sendo satisfeitas; a mão debilitada denota falha ou erro na ação; o cérebro quando afetado indica descontrole da personalidade.

Assim, gostar da vida é um importante fator de sucesso. Precisamos ver a existência não exclusivamente como um dever a ser cumprido, mas desenvolver a alegria pela ventura de viver cada dia. Uma das maiores tragédias do materialismo talvez seja o tédio e a perda da verdadeira felicidade interior, que faz com que as pessoas busquem desesperadamente o prazer imediato, as diversões e os dotes materiais, como compensação para seus problemas, frustrações e insatisfações, que apenas proporcionam o esquecimento temporário das dificuldades.

Por outro lado, o medo tem aumentado na proporção da importância que damos às posses materiais. Isso gera em nós uma ansiedade pelo medo de perdê-las, pois sabemos que essas coisas são transitórias e, portanto difíceis de serem obtidas e mantidas. O medo, por seu efeito depressivo sobre a nossa mente, causa desarmonia; vestimos armaduras para nos assegurar de que nada vai mudar; respiramos mal, nos postamos de maneira defensiva, contraímos a nossa musculatura e aos poucos vamos nos endurecendo, nos petrificando.

O medo nos aprisiona, mas quando escolhemos a liberdade estamos nos livrando do maior de todos os tormentos.

O divertimento, o entretenimento e a trivialidade são bons para todos nós, mas apenas quando não dependemos persistentemente deles. O antídoto para o tédio é manter o interesse vivo e ativo por tudo que está em nosso redor.

Pensar sobre a vida todos os dias, aprender e apreender com os acontecimentos, experimentar as coisas e as aventuras reais, absorver a simplicidade e caminhar com entusiasmo são possibilidades de vida, que nos levam ao crescimento. Assim, ancorados na em nossa própria experiência de aperfeiçoamento contínuo, iremos preencher as nossas faltas e o vazio da distância que nos afasta de quem somos.

“Eu sou o sujeito de minhas ações, o autor de meu personagem, o artesão do meu mundo...” (EY, Henry).
 
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Os excessos do “ter” em detrimento do “ser”

Abordar a essência humana é caminhar na obscuridade, e se atrever nas
entranhas. Não vamos entrar nessa complexidade, apenas refletir sobre o mal estar que ronda a civilização. Sabemos que homem algum é uma ilha; cada homem é um pedaço da natureza, uma parte do universo. Por isso somos caracterizados pelas nossas relações grupais.

Vivemos integrados, nos afiliamos, somos parte de um sistema de engrenagens, de forças e pressões baseadas na competição como estímulo para a evolução. Somos atraídos pelo mundo das “coisas” que nos conferem o poder do “ter”.

O consumismo cresceu numa proporção avassaladora que quase destituiu o ser da sua totalidade. Essa euforia empreendedora fomentou a agressão, a ganância, e a arrogância dos humanos. Todos os excessos são repudiados porque desorganizam o equilíbrio da espécie que é naturalmente matéria e espírito.

O homem é um complexo de potencialidades, capaz de se transformar e evoluir.

A sobrevivência não é só um estado de gozo, mas uma oportunidade de ascensão, um refletir sobre a nossa própria Divindade. Quando estamos em comunhão com a nossa alma, nosso Eu superior, compreendemos a grandeza do nosso próprio destino e alcançamos a nossa liberdade. Assim, nos aperfeiçoamos e fortalecemos a medida que percebemos aquilo que
realmente somos.

Em obediência aos padrões culturais atuais, escrevemos os papéis que desempenhamos ao longo da vida. E assim, as escolhas que fazemos vão nos delineando e nos tornando personagens dessa trama.

Somos seres desconhecidos de nós mesmos, às vezes alienados, vivendo
atrelados a “verdades” questionáveis que nos ofusca e nos aprisiona.

Estamos acostumados a caminhar por trilhas já desenhadas, isso nos “ assegura” de que estamos no caminho certo, porque certamente alguém já percorreu essa mesma estrada e esse aprendizado supostamente será gratificado pela conquista e pelo êxito!

Pode ser que sim, mas quantas perdas muitas vezes irreparáveis fizeram parte desse empreendimento! Os efeitos colaterais podem ser cruéis. O individualismo tem sido o tormento dos tempos atuais.

Vivemos alienados da verdade e por isso vamos focando em coisas banais, sem sentido .

Vamos nos embotando e endurecendo nessa marcha de pas sos marcados, como soldados de uma existência inventada.Há vezes em que a aquietação é necessária, a ordem é agir; a praticidade absoluta, a pressa, a pressão, aquela coisa que aperta o peito e machuca a alma; temos depressão e diante dos nossos próprios anseios não satisfeitos, temos ansiedade; o medo de falhar e fracassar nos aprisiona.

Somos utópicos ao tentar viver com as incoerências que criamos. À medida que vivemos, deveríamos evoluir no sentido de nos potencializar, sermos generosos, solidários, pacientes e tolerantes. Poderíamos compartilhar sentimentos e dons;tentarmos decifrar os enigmas, a sabedoria dos deuses da natureza, apreciarmos a beleza quenos foi ofertada, ouvirmos as revelações do universo!

Apesar dos pesares, de tudo que pode nos ser adverso, não perdemos a capacidade do afeto e
do aconchego.

“Ei de endurecer, porém perder la ternura jamais!” (GUEVARA, Che).

Esta frase preserva o humano de forma sublime e genuína:

Mesmo na crueldade das desavenças ainda podemos nos valer da suavidade.
Isso só nos confirma a legítima potencialidade humana, muitas vezes adormecida, mas possivelmente alcançável!

 

 

OBESIDADE
 

NÃO EXISTE DIETA ORTOMOLECULAR PARA OBESIDADE
Dr. Adjar Mendes - Clínica Médica Preventiva

Isto não invalida a real possibilidade de um médico, com conhecimento e experiência bioquímica e psico-social, de ajudar uma pessoa que esteja acima do seu peso ideal com condutas "diferentes".

A obesidade é uma doença sistêmica (atinge a pessoa como um todo) e pode vir a causar ou agravar diversas condições clínicas.

A OBESIDADE é também uma doença crônica. Isto é, ninguém fica obeso de um dia para o outro. Nos tornamos obesos ao longo do tempo, ou seja, a obesidade é construída passo-a-passo. É, direta ou indiretamente, responsável pelo aumento da mortalidade em todas as espécies, não só nos humanos. Particularmente, nunca vi uma pessoa de 90 anos obesa! Parece que todas morrem antes disto. Os longevos não são obesos.

Pode-se conceituar a obesidade como:

1 - Um aumento de massa de gordura no corpo, em forma de triglicérides, devido a um balanço energético positivo ou, ainda como uma consequência do uso crônico de alimentos sem propósito nutricional. O corpo fica com um excesso de peso que foge aos padrões médicos para altura, idade e sexo . O aumento da entrada, a diminuição do gasto ou a associação de ambos os fatores contribuem para o balanço energético positivo.

2 - Uma condição clínica multi-determinada. Um indivíduo com um predisposição genética, que se desenvolve num ambiente em que o culto principal é o comer.

3 – Distúrbios do eixo neuro–hormonal que evoluem com aumento do tecido adiposo (gorduroso).

4 - Resposta psico-emocional na relação mãe, filho e alimento.

O médico com conhecimento e experiência ortomolecular não pode se deixar CAIR NESTAS EXTRAPOLAÇÕES EQUIVOCADAS de que exista uma dieta exclusivamente ortomolecular. Não existe tal dieta e sim reeducação alimentar.
É necessário que o clínico esteja receptivo e perceba o tipo de "fala" do cliente, para que possa entender a obesidade (também) como uma modalidade de expressão.
O investimento da terapêutica médica está focalizado essencialmente no transtorno do comportamento alimentar em que o balanço energético se apresenta como "positivo". Isto, entretanto, não impede a consideração de fatores aquém e além desta encruzilhada. A grande meta ainda é uma adequação alimentar às leis do corpo da pessoa dentro do seu contexto e aí, neste ponto, a sensibilidade médica torna-se essencial para o sucesso de um programa de emagrecimento com saúde.

Ninguém emagrece efetivamente sem reorganizar a vida e preparar-se para este evento. Portanto, emagrecer e ficar magro é uma condição que exige competência para lidar com a força imposta pela nova imagem corporal adquirida através do tratamento.

EMAGRECER É UMA META PESSOAL

É uma via de mão única. E se assim não for considerada, a pessoa vai e vem, isto é,engorda e emagrece, emagrece e engorda, o quê, frequentemente, faz com que a pessoa se sinta em profundo conflito, culpada, desapontada consigo mesma, impotente, para mencionar apenas algumas das consequências psico-emocionais que se instalam e que, não raro, agravam ainda mais o problema da obesidade.

COMO ESTA PÁGINA TEM O OBJETIVO DE ESCLARECER, observe o seguinte:

A Fluoxetina é um anti-depressivo, não faz perder peso. Se assim não fosse, todos os deprimidos que usam esta droga seriam magros.
Só se deve prescrever um inibidor do apetite quando isto for extremamente necessário e com o consentimento do paciente; por um curto espaço de tempo, apenas o suficiente para que a pessoa perceba o que significa alimentar-se menos, portanto como um auxiliar, apenas uma parte de UMA ATITUDE MAIOR DE REEDUCAÇÃO ALIMENTAR.

Épocas do aparecimento da obesidade:

- 34% da obesidade tem início na infância

- Na puberdade – 9%

- Na gravidez – 11%

- No casamento – 8%

- No cessar esportes – 7%

- Em outras ( menopausa, cessar tabagismo, etc).

Causas da obesidade:

1 - Genética – hoje já existe unanimidade que o fator genético seja responsável por cerca de 33% das grandes obesidades femininas e 17% das masculinas.

2 – Ambiental – devido à grande ingestão calórica devido à hábitos familiares, raciais.

3 – Psicológica – a ansiedade pode canalizar para a grande ingestão de alimentos, substituição das necessidades básicas pela fome alimentar, carências, ou por “ proteção ”.

4 – Inatividade física prolongada – devido à imobilidade forçada ou temporária.

5 – Neurológica – destruição do centro da saciedade localizada no hipotálamo, por hemorragia, traumatismos, tumores ou então quando há estímulo do centro da fome, localizado também no hipotálamo.

6 – Eixo neuro-endócrino – raras situações pode-se citar o insulinoma.

7 – Suicídio programado - Acredite, isto existe!e está respaldado pela ciência chamada Tanatologia (estudo da morte). Comer em excesso pode ser uma forma de suicidar-se aos poucos, um desleixar, um abandonar-se, um desistir.
Daí a importância da sensibilidade do profissional de saúde e sua capacidade de ouvir e compreender o paciente. É preciso investigar os fatores causais que permeiam aquele comportamento auto-destrutivo. É possível que (aos próprios olhos) não reste nenhuma outra fonte de prazer ao alcance daquela pessoa. É possível que tenha tido grandes desilusões, decepções, sofrido perdas que não conseguiu superar ... e tenha desistido, ... da vida! Preste atenção!

Entretanto, o ser humano precisa e busca o prazer, precisa de um mínimo de "felicidade", ... precisa de alívio!
Comer pode se tornar a única forma de prazer. Bem ali, ao alcande das mãos, está a geladeira, guardando segredos, solidária e cúmplice em todos os momentos de angústia e de euforia.
Esta é frequentemente uma estória com final infeliz, pois o excesso de peso, além de aumentar consideravelmente a vulnerabilidade às doenças, ainda terá o agravante de dificultar muito os eventuais procedimentos médicos. Ao socorrer um paciente obeso os os profissionais de saúde e a própria família encontrarão várias dificuldades adicionais:

- será mais difícil fazer uma entubação;

- será mais difícil carregar a maca;

- será mais difícil anestesiar;

- as suturas (pontos) serão mais difíceis de serem dados.

- se você tiver uma morte súbita. (as medidas fogem dos padrões...).

E, ... ATENÇÃO: se você é hipertenso, tem distúrbio de coronárias ou alteração na glicemia tente permanecer com o peso ideal pois os riscos cirúrgicos em caso de emergência são extremamente maiores.

Os números são claros: a mortalidade pós-operatória dos obesos é de 3,3 a 6,6 vezes mais elevada do que nas pessoas de peso normal, em casos de intervenções cirúrgicas de urgência ou não-urgência, respectivamente. A título de comparação estes números são de 10,8 e 12,7 para os diabéticos. Note-se ainda que é muito frequente que a obsidade e a diabete estejam presentes simultaneamente no mesmo paciente, o quê obviamente torna a situação muito mais complicada.

A obesidade, como todos os assuntos que dizem respeito à saúde de uma pessoa, é séria. Como médico e nutrólogo tenho por princípio não aceitar a idéia de tratar a obesidade baseado, por exemplo, em um grupo sanguíneo em particular. Vejamos:

Você é do grupo sanguíneo “O”, portanto (por hipótese) não poderia comer trigo?! Ora, o trigo foi cultivado pelos egípcios no vale do Nilo durante milênios! Sabe-se que, através da história da civilização egípcia, o trigo é um alimento milenar, bíblico, simboliza o saciar a fome, um componente presente na alimentação básica de todos os povos. No entanto, não há registro de nenhuma epidemia de obesidade nos séculos passados relacionada ao grupo sanguíneo “O”.

O mesmo se pode dizer da batata, tomate, milho, entrre outros tantos alimentos.

Não sejamos especulativos, nem oportunistas de terapias mirabolantes!

A doença "obesidade" é passível de prevenção e tratamento, por via de atitudes e adequação de comportamentos e hábitos, mas não existe "ainda" uma dieta milagrosa!